Prisão em flagrante convertida em prisão preventiva com indiciamento do suspeito por estupro de vulnerável. Esse foi o resultado da investigação concluída, na quarta-feira (20/5), pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) que apurou denúncia de abuso sexual de uma criança, de 7 anos, registrada pela companheira do investigado, de 28 anos, padrinho e vizinho da vítima. Os fatos ocorreram em 18 de março deste ano, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).
A apuração foi feita pela equipe da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam) de Contagem, que recebeu o procedimento da prisão em flagrante do homem ao confessar os abusos. De acordo com as investigações e depoimentos colhidos em cartório, o suspeito foi flagrado pela esposa despido sobre a vítima no quarto do casal. “A companheira do homem afirmou que chegou em casa do trabalho e ao se deparou com o companheiro em cima da menina, ambos com as calças abaixadas e genitais à mostra, começou a gritar. Ao ser descoberto, ele tentou impedir que a companheira relatasse os fatos e admitiu o erro aos familiares”, informou a delegada Joana Miraglia, responsável pelo inquérito.
Segundo uma testemunha, ao contar a situação aos pais da vítima, iniciou-se uma confusão generalizada com intenção de linchamento do investigado, quando a Polícia Militar foi acionada e o homem chegou a confessar os abusos de forma reiterada, mas optou em permanecer em silêncio durante o interrogatório formal na delegacia. A investigação apontou que a vítima frequentava a residência do padrinho diariamente. “Em atendimento médico e relatos aos responsáveis, a criança confirmou que os abusos sexuais ocorriam de forma rotineira, mediante ameaças para que ela não contasse a ninguém, e que o ato lhe causava dores físicas. Diante do forte abalo emocional, a menina precisou de socorro médico imediatamente após o fato”, considerou Miraglia.
No curso do inquérito, foram ouvidos os condutores do flagrante, a esposa do investigado, o suspeito, a mãe e a avó materna da vítima. Os militares disseram que o investigado confessou ter estuprado a afilhada por diversas vezes, ressaltando que nunca abusou da filha de 6 anos.
A esposa do investigado disse que a vítima frequentava a residência da família diariamente já que a menina brincava com a filha do casal. Na data dos fatos, ao notar a presença da mulher, o investigado tentou segurá-la pelo braço, pedindo desesperadamente para que ela não contasse nada a ninguém e que “aquilo não era o que ela estava pensando”. Posteriormente, a vítima relatou que os abusos já haviam ocorrido anteriormente, enquanto a madrinha estava no trabalho e o marido sozinho com as crianças. Em cartório, o homem ficou em silêncio. Já a mãe da vítima informou que só tomou conhecimento dos fatos após ouvir os gritos da esposa do investigado, que deu origem a uma confusão generalizada. Ela conversou com a filha que contou que o padrinho pedia para ela tirar a roupa e ele passava a mão nela. “Quando perguntada quantas vezes ocorreu, a criança mostrou as duas mãos cheias, indicando que foram muitas vezes”, destacou a delegada.
A avó da menina relatou que, após o ocorrido, a criança estava trêmula com febre e o estado de saúde da neta era tão grave que levou a neta para o hospital. Com o inquérito concluído e o investigado preso preventivamente, o procedimento foi remetido à justiça.


