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Menino de 3 anos é encontrado morto na casa do pai; caso é investigado pela Polícia Civil

Perícia identificou lesões internas durante análise preliminar, e investigadores aguardam a conclusão dos laudos para esclarecer as circunstâncias da morte.

Reprodução: Arquivo Pessoal

A Polícia Civil do Tocantins investiga a morte de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, encontrado sem vida na casa do pai, o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, em Palmas, na última segunda-feira (3). O caso é tratado como morte suspeita e segue sob responsabilidade da 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

As investigações ganharam um novo rumo após a análise preliminar do Instituto Médico Legal (IML) descartar que a criança tenha morrido por afogamento. Segundo o diretor do IML de Palmas, o médico-legista Eduardo Godinho, os primeiros exames identificaram lesões compatíveis com laceração intestinal e hemorragia interna, além de não encontrarem sinais de afogamento no corpo do menino. Os laudos periciais ainda estão em fase de conclusão.

À Polícia Civil, Igor Gustavo Veloso de Sousa relatou que encontrou o filho se afogando na piscina da residência, retirou a criança da água e realizou os primeiros socorros. De acordo com a versão apresentada por ele, Gustavo voltou a reagir e expeliu a água que havia ingerido. Em seguida, o pai deu banho no menino e o colocou para dormir. Ainda conforme o depoimento, na manhã seguinte a criança já não apresentava sinais vitais, momento em que ele procurou a delegacia para comunicar o ocorrido e entregou as chaves da residência para os trabalhos da perícia.

O delegado Eduardo Menezes informou que o inquérito segue em andamento e aguarda a conclusão dos exames periciais. Até o momento, o pai da criança é investigado, mas não há conclusão oficial sobre a dinâmica da morte.

O histórico familiar também passou a fazer parte da apuração. Em 2023, o pai da criança teria ameaçado a mãe de Gustavo. Segundo os advogados da mulher, ela também movia uma ação na Justiça para cobrar o pagamento de pensão alimentícia e mantinha a convivência entre pai e filho por receio de ser acusada de alienação parental.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Gustavo chorando antes de ir para a casa do pai. Durante a gravação, a mãe pergunta ao menino por que ele não queria ir até a residência, e ele responde: “Porque ele me bate”.

O inquérito segue em andamento, e a Polícia Civil aguarda a conclusão da perícia para esclarecer a morte da criança.

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