O Tribunal do Júri condenou, nesta quinta-feira (6), João Victor Silveira Vilaça a 48 anos, um mês e 15 dias de prisão, em regime fechado, pelo assassinato da própria mãe, Débora Silveira Vilaça, de 58 anos. O crime aconteceu em 31 de outubro de 2024, no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte.
Débora foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava, com diversos golpes de faca. Dias após o homicídio, João Victor foi preso e denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por feminicídio qualificado, com agravantes como meio cruel, motivo torpe e descumprimento de medidas protetivas.
Segundo a denúncia, o crime ocorreu depois que a vítima se recusou a emprestar o carro ao filho e tentou impedi-lo de sair para comprar drogas. Após o assassinato, João Victor teria levado dois televisores da residência, que foram trocados por entorpecentes, além de utilizar o cartão de crédito da mãe para realizar uma compra de R$ 95.
Durante as investigações, o réu afirmou ter consumido cocaína antes do crime. Em entrevista na época, ele declarou que perdeu o controle sob efeito da droga e classificou o homicídio como um “momento de impulso”.


