O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensifica as negociações com o Congresso Nacional para tentar avançar com propostas consideradas prioritárias antes das eleições. Entre os temas estão o fim da jornada 6×1, a chamada “taxa das blusinhas” e a PEC da Segurança.
A partir de 31 de agosto, o Congresso prevê um esforço concentrado para a votação de propostas. Uma das prioridades do governo é a medida que trata da cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A medida provisória perderá a validade em 8 de setembro caso não seja votada.
Lula também pretende se reunir com os presidentes da Câmara e do Senado para tratar do tema. No Senado, outra pauta em discussão é a proposta que prevê o fim da jornada 6×1. O texto foi encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) depois de mais de três meses de espera e terá o senador Omar Aziz como relator.
Enquanto o governo busca apoio para essas propostas, a oposição articula uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Ele é alvo de três inquéritos da Polícia Federal que apuram possível tráfico de influência em favor de empresas em contratos com órgãos do governo federal. A defesa de Lulinha nega irregularidades.
A iniciativa foi apresentada pelo senador Carlos Viana. Para ser formalizada, a CPMI precisa reunir o apoio de pelo menos 27 senadores e 171 deputados. O avanço da comissão, porém, pode enfrentar dificuldades no curto prazo em razão do período eleitoral e da necessidade de aval do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre.
Além da proposta de investigação, a oposição também cobra medidas relacionadas ao caso. Viana pediu informações à Polícia Federal sobre a localização de Lulinha, que mora em Madrid, e solicitou ao STF a preservação de provas. Na Câmara, o deputado Cabo Gilberto Silva anunciou que apresentará uma representação à Procuradoria-Geral da República.


