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Casas Bahia enfrenta dezenas de ações de despejo em diferentes cidades

Disputas envolvem lojas, galpões e centros logísticos; empresa tenta preservar imóveis considerados essenciais

O pedido de recuperação judicial do Grupo Casas Bahia, que envolve R$ 17,3 bilhões em dívidas, já repercute nos contratos de aluguel mantidos pela varejista. Proprietários e administradores de imóveis entraram com dezenas de ações de despejo em diferentes cidades e também há notificações para rescisão ou antecipação do vencimento de contratos.

Um dos casos envolve dois centros logísticos usados pela empresa em Contagem (MG) e São José dos Pinhais (PR). Os imóveis pertencem ao HSI Logística, fundo administrado pela Apex Group e gerido pela HSI.

A gestora informou que os aluguéis referentes a julho foram pagos, mas os vencimentos de agosto ainda estavam em aberto. A Casas Bahia foi notificada sobre a inadimplência, e a HSI afirmou que poderá tomar medidas judiciais, incluindo um eventual pedido de despejo.

Os dois centros foram listados pela própria Casas Bahia como imóveis essenciais para a continuidade das atividades durante a recuperação judicial. Segundo a companhia, as lojas físicas representam mais da metade da receita operacional, e a perda desses espaços poderia prejudicar a reestruturação.

A recuperação judicial foi protocolada após a empresa registrar prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre. No período, também foram fechadas 298 lojas e cerca de 1,9 mil funcionários foram demitidos.

Mesmo com o processo, o grupo mantém as operações físicas e digitais. Entre as medidas previstas estão ajustes nos canais digitais, estoques e capital de giro, além da redução de investimentos e de custos financeiros.

Wikimedia Commons

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