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Moraes cobra explicações após arma ligada a Bolsonaro ser encontrada em blitz

Sargento do GSI foi abordado com pistola registrada em nome de terceiro e caso levou ministro a pedir esclarecimentos à defesa do ex-presidente

Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil
Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

Uma abordagem de trânsito realizada em Taguatinga, no Distrito Federal, levou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, a solicitar esclarecimentos da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre uma arma de fogo ligada ao seu círculo de segurança.

Durante a fiscalização, um sargento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), identificado como Estacio Leite da Silva Filho, foi encontrado com uma pistola Glock calibre 9 milímetros, um carregador sobressalente e a arma institucional que portava regularmente.

Segundo o militar, a pistola não era sua. Em depoimento, ele afirmou que havia retirado o armamento para realizar um reparo mecânico após identificar uma falha simples relacionada ao percussor. De acordo com sua versão, a arma teria sido retirada na segunda-feira (15) e seria devolvida ao proprietário no dia seguinte.

Como a arma estava registrada em nome de terceiros, o sargento não apresentou a documentação no momento da abordagem e foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos. Após o registro da ocorrência, ele foi liberado.

A propriedade do armamento foi posteriormente confirmada por meio do sistema Sigma, do Exército Brasileiro. A Polícia Civil comunicou o caso ao ministro Alexandre de Moraes, que determinou a abertura de apurações sobre as circunstâncias da posse e do transporte da arma.

Diante das informações, Moraes deu prazo de 24 horas para que a defesa de Bolsonaro explique por que o ex-presidente mantinha uma arma em casa com carregador sobressalente e por qual motivo teria solicitado manutenção do equipamento às vésperas do fim do período de 90 dias de prisão domiciliar humanitária.

O ministro também requisitou informações sobre os protocolos adotados para os celulares utilizados pelos agentes do GSI que atuam na segurança do ex-presidente, questionando se os aparelhos permanecem armazenados fora da residência durante o cumprimento da medida cautelar.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde março, após autorização concedida por Moraes em razão de problemas de saúde. O benefício foi estabelecido por 90 dias e está próximo do prazo final.

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