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PF demora mais de sete meses para enviar dados de sigilo de Lulinha a Mendonça

Ministro havia determinado quebra dos sigilos fiscal, bancário e telemático do filho de Lula em investigação sobre desvios no INSS

A Polícia Federal levou mais de sete meses para encaminhar ao ministro André Mendonça os dados obtidos a partir das quebras de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, segundo as informações apresentadas. A demora teria gerado um atrito entre o ministro e a corporação.

A quebra dos sigilos fiscal, bancário e telemático de Lulinha havia sido determinada por Mendonça em dezembro, dentro da investigação sobre suspeitas de desvios no INSS. Diante da demora no envio, o ministro determinou que os dados brutos fossem encaminhados diretamente ao gabinete.

A medida, segundo a informação, foi interpretada pela Polícia Federal como uma interferência na autonomia da instituição.

A apuração busca esclarecer possíveis relações de Lulinha com Roberta Luchsinger, Marco Antônio Ribeiro, conhecido como Marcola, e Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. O caso envolve suspeitas de corrupção, tráfico de influência e negócios com o governo federal.

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