A dívida bruta do Brasil atingiu 82,5% do PIB em julho, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (31). O percentual representa uma alta de 0,6 ponto percentual em relação a junho e corresponde a um estoque de R$ 10,9 trilhões.
O nível registrado é o mais elevado desde abril de 2021, quando a economia ainda sofria os efeitos da pandemia. De acordo com o Banco Central, o resultado foi pressionado principalmente pela incorporação dos juros nominais e pelas emissões líquidas de dívida.
A trajetória também mostra aumento expressivo desde o início do terceiro mandato de Lula, em janeiro de 2023. Nesse intervalo, a dívida avançou mais de dez pontos percentuais quando comparada ao tamanho da economia.
O número aparece na mesma semana em que o presidente afirmou, durante sabatina no Jornal Nacional, que uma dívida próxima de 80% do PIB não representaria motivo de preocupação. Lula argumentou que um crescimento maior da economia poderia reduzir essa relação.


